quarta-feira, 2 de outubro de 2019

O sol da cidade cinza

Aqui (na cidade grande)
Não existem estrelas - ou esperanças-
Só existe o vazio do julgamento
E o frio das noites vazias
O silêncio que segue o grito
Sem uma mão estendida
26/09

Confusões

Algumas vezes ela se pergunta como veio parar aqui, como veio parar neste meio tão longe do que tanto sonhava, como foi acabar nesta situação tão complexa e fora de seu controle, ela não entende, ela não sabe, ela não é nada nem ninguém, é a sombra de uma outra coisa maior, a sombra de algo adormecido e descontrolado, mas então porque ela é o rosto desta coisa? Ou será que ela só acredita que é seu próprio rosto? Quem é? Quem vem? Quem vai? Ela não consegue dizer, nunca conseguiu dizer, mas não é algo necessário? Porque ela está aqui? Ajudar? Tem certeza? Não consegue nem se ajudar... Mas de quem estamos falando mesmo? Da personagem ou da realidade?